Rio de Janeiro: Uma Jerusalém na América Latina?
Inspiração para artistas, palavras para poetas, anfitriões por natureza, sorriso para a alma, cada pedaço de terra dono de uma história para contar…
Já tentaram vesti-lo ao estilo francês chamando-o Paris dos Trópicos, hoje, dobramos a esquina e tentam chamar à Barra da Tijuca, um dos bairros mais modernos de Rio de Janeiro, de Miami da América Latina; por sua parte, os portugueses contaram e contam sua história através de vise-reies, de arquitetos, de artesãos e mestres que viveram nesta cidade durante o Império e até na República.
Rio de Janeiro de 1800
Lagoa Rodrigo do Freitas TAUNAY, Felix Emile11/12/1828, Óleo sobre cartão.
Rio de Janeiro. Jardim Botânico. BERTICHEN, Pieter Godfred, 1840-1860, Litografia.
No dia 1 de janeiro de 1502, navegadores portugueses avistaram a Baía da Guanabara, acreditando que se tratava de um grande rio, deram-lhe o nome de Rio de Janeiro, dando assim origem ao nome da cidade.
Recordemos que inicialmente não foi colonizada por portugueses, em virtude da hostilidade dos indígenas estabelecidos neste litoral e entre 1555 e 1567, a Bahia da Guanabara foi ocupada por um grupo de colonos e refugiados religiosos franceses sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon, quem pretendia instalar uma colônia chamada “França Antártica”.
Visando evitar esta situação e assegurando-a pose deste território para a Coroa Portuguesa, em 1 de março de 1565, foi fundada a cidade de Rio de Janeiro, pelo Estácio do Sá, com o nome dos São Sebastião de Rio de Janeiro, em comemoração ao então Rei do Portugal, D. Sebastião.
Duzentos anos depois, em 1763, Rio de Janeiro se tornou a capital do Brasil, título que manteve até 1960, quando foi inaugurada Brasília, a atual capital do país.
Devido às guerras napoleônicas, a família real portuguesa se mudou, em 1808, para o Rio de Janeiro, onde em 1815 o Príncipe Regente D. João VI foi coroado Rei do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves, um fato histórico que foi de grande importância para os rumos da Nação Brasileira.
A história conta como nos seguintes séculos a população da região é formada basicamente por africanos os que foram trazidos pelos portugueses na condição de escravos e de portugueses.
Até mediados do século XIX, a maioria da população fluminense era composta por negros, entretanto, o número de portugueses desembarcados na cidade de Rio passou a crescer repentinamente, chegando a igualar o número de pessoas de origem africana aos de origem portuguesa.
Aqui aparece um dado curioso e importante: a contribuição judaica ao descobrimento de novas rotas e de novas terras; a coroa portuguesa não se limitou ao campo científico e na preparação das mesmas, também participou diretamente nessas temerárias viagens, nas quais os judeus se revelaram de vital utilidade, isto, graças ao conhecimento que tinham dos idiomas e costumes de vários países.
Dessa forma, também tomaram parte na expedição que resultou no descobrimento do Brasil, pois na frota dirigida por Pedro Álvares Cabral, viajaram como conselheiros especialistas alguns judeus entre eles: Professor João, médico particular do rei e astrônomo equipado com os instrumentos de Abraham Zacuto, e que tinha como missão realizar pesquisas astronômicas e geográficas. Gaspar de Lemos, conhecido intérprete e comandante do navio que levava as provisões, e justamente considerado pelos historiadores como co-responsável pelo descobrimento do Brasil.
Façamos um parêntese e recordemos que nesse tempo Portugal atravessava uma fase aguda de perseguições e expulsões, por motivos políticos, econômicos e principalmente, religiosos, isto dada à instalação do Santo Ofício no país, explicando-se facilidade com que se encontraram técnicos e colonos judeus, árabes e luso-árabes, cristão-novos e velhos, para compor o "voluntariado" colonial, em cujo cômputo, numerosos seriam os membros da "Maçonaria Judaica" do Portugal. Esta séria a primeira vez em que as diferenças religiosas desaparecem: judeus, árabes, cristãos, cristãos novos, etc. são um só e trabalham por um mesmo objetivo: um novo mundo. Isto “misteriosamente” acontece em Rio de Janeiro.
Posteriormente, alemães, italianos, suíços, espanhóis, ente outros, contribuíram na formação da população do Estado; inclusive brasileiros de diferentes estados que foram também envoltos pela que foi capital do País até a década de 1960, a cidade de Rio de Janeiro.
O fluxo migratório nos séculos XIX e XX guarda curiosas revelações e testemunhos incontestáveis da misiginização, que ano após ano, coloriu as peles da população carioca, uma nova mestiçagem surgiria, não eram mais brancos, nem europeus, nem afro, nem índios, ia formando-se outra identidade: a dos brasileiros, os cariocas, os fluminenses (do flûmen, literalmente "rio").
Qual é o segredo destes fluminenses? Qual é o ímã que durante tantos anos atraiu milhares de pessoas de diferentes países, continentes, independentemente de suas crenças, religiões, raça, classe social ou cultura? Será que tanta beleza para os olhos se reflete na alma do carioca e desta brota a característica de grandes anfitriões? Será que a natureza se esmerou em pintar belas paisagens que deixou neles desenhada o sorriso de todo aquele que conhece Rio de Janeiro? Porque não podemos desmerecer aos novos fluminenses, aqueles que na alma se dizem cariocas, pois foram abraçados e conquistados pela cidade.
Nesta cidade as pessoas não discutem por política nem religião, comenta-se de tudo, mas tudo é aceitável e tolerável. Os cariocas, com seu sorriso, acolhem qualquer estrangeiro ou turista, abrem os braços ao recepcioná-los. No Rio de Janeiro diversidade significa união, convivência é hospitalidade.
Por estes e por outros motivos, AMISRAEL - O MENSAGEIRO DA PAZ, escolhe Rio de Janeiro como anfitriã do “Encontro de Lideranças Religiosas de América Latina e Israel” que será realizado nos dias 28, 29 e 30 de outubro.
Este encontro conta com o apoio do Governo de Rio de Janeiro e das principais Instituições Religiosas da América Latina e Israel, tais como a Corte Rabínica de Israel, Lideranças Muçulmanas, autoridades do catolicismo, representantes das Iglesias Protestantes e Evangélicas, assim como também de cientistas e estudiosos de religião.
Conscientes de que a religião é um poder que não pode ser ignorado, pois possui uma grande influencia e seus ensinos são de grande impacto para a humanidade, AMISRAEL, como canalizadora de Paz, visa usar o exemplo dos cariocas pois com sua amabilidade, simplicidade e hospitalidade unificaram povos, raças e inclusive religiões, e da natureza de Rio de Janeiro que com sua beleza é capaz de penetrar à alma das pessoas, produzindo nelas uma paz sem igual.
Em busca desta paz, os cariocas e sua cidade serão anfitriões de um grande movimento de pessoas que, mas uma vez, serão um só trabalhando sob o mesmo objetivo que é alcançar o que a humanidade deseja: a paz mundial.
Paula Virreira
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