Um brinde à Polônia!!!
A Polônia está em festa por ocasião dos 90 anos de recuperação da sua independência. Uma comemoração mais do que justa para um país que tem uma história de subsistência em meio às adversidades.
Geograficamente, a Polônia divide dois mundos bem diferentes, tanto em relação à cultura, à etnia e à religião: o germano e o eslavo. Um dos maiores países da Europa, faz fronteira, ao norte com o Mar Báltico e enclave russo de Kelingrado; a leste com Lituânia, Bielorússia e Ucrânia; a sul com Eslováquia e República Checa; a oeste com Alemanha.
Ao longo da sua história, suas vastas planícies têm sido o campo de batalha para sangrentas guerras medievais. Diz-se dela que “quando seus vizinhos estavam em paz entre si, tendiam a partilhar o território polonês entre eles; quando estavam em guerra, faziam-na sobre as terras polonesas”.
Em todo o tempo mantiveram acesa a esperança de alcançar a sua liberdade nacional, o que ocorreu ao final da I Guerra Mundial (1914-18).
Em 11 de novembro de 1918 receberam uma república polonesa totalmente autônoma, ao mesmo tempo que devastada pela guerra, e com poucos recursos para estruturar o tão sonhado estado-nacional independente.
Logo nos anos que sucederam à independência, dois grandes movimentos se levantaram pondo em risco a segurança da Polônia: o nazismo de Hitler e o Stalinismo da URSS (ambos com intenções expansionistas).
Com a II Guerra Mundial (1939-45), já totalmente tomada pelo III Reich, a Polônia foi o lugar escolhido pela política de assassinato em massa, desencadeado pelas forças de ocupação nazista contra judeus, ciganos e outras minorias, sendo instalado em seu território os principais campos de extermínio (Auschwitz, Birkenau, Treblinka, Sobibor, etc). Estima-se que apenas na Polônia 300 comunidades judaicas desapareceram.
Mesmo sendo a nação que mais perdeu cidadãos civis durante a II Guerra Mundial, tem registrado na história a mais valente manifestação coletiva de resistência, conhecida como “o levante de Varsóvia“ (1944).
Levante de Varsóvia:
- levante judeu do Gueto de Varsóvia por meio de resistência armada contra os nazistas, visando liberarem a cidade e o restante do país. A insurreição começou em 1º. de agosto de 1944 com um combate urbano desproporcional que durou 63 dias. Praticamente a totalidade da cidade foi destruída completamente, e foram encontrados 200 mil mortos, sendo o mais terrível massacre civil ocorrido durante a II GM.
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Quadro pintado por Stanisław Wyspiański,
1905, 36x23" pastel, National Museum
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Mas a Polônia não tem somente histórico de guerras e conflitos. Grandes nomes das artes, da música, da literatura e da ciência tiveram berço polonês:
- Nicolás Copérnico, na astronomia;
- Maria Skalodowska-Curie, única pessoa com 2 prêmios Nobel, em Física e Química;
- Stanislaw Wyspianski, na arte;
- Roman Polanski, no cinema;
- Tadeusz Kantor, no teatro;
- Fryderyk Chopin, na música;
- Além de vários prêmios Nobel em literatura.

Nos dias 10 – 11 de novembro, a comunidade polonesa em São Paulo comemorou o Dia da Independência da Polônia
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A Polônia é cultura viva, com folclore e arte pelas ruas de suas cidades, tanto na arquitetura exuberante como em outras manifestações.
Por tratar-se de um povo acolhedor, enriqueceu muito a sua cultura, ao mesmo tempo que soube compartilhar da sua.
Ares de liberdade são comemorados pelos poloneses, não só neste dia especial em que celebra 90 anos de independência, mas em cada dia. A diferença de outros povos que o fazem com champanhe, ou dos brasileiros com a caipirinha, os polacos brindam com a tradicional zubrówka (ou jubruska, como é a pronúncia).
AMISRAEL esteve presente para o brinde, a convite do Sr. Embaixador Jacek Junoska Kisielewski e Senhora, em uma recepção na sede da embaixada da Polônia, em Brasília – Brasil.
SAÚDE!!!
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